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Silagem de alta umidade: Como controlar o Clostridium

Foto do escritor: Boqueirão Agronegócios
Boqueirão Agronegócios
há 2 dias
11 min de leitura

Silagem de alta umidade: Como controlar o Clostridium


Uma silagem úmida exige atenção à matéria seca, à higiene da colheita, à compactação, à vedação e, principalmente, à velocidade de acidificação. Quando essas condições falham, a fermentação pode sair do caminho desejável e favorecer o desenvolvimento de microrganismos indesejáveis, entre eles os clostrídios. A conservação da silagem depende do estabelecimento rápido de condições anaeróbias e da produção de ácidos orgânicos, principalmente ácido láctico, capaz de reduzir o pH e limitar microrganismos indesejáveis. Quando a forragem apresenta matéria seca insuficiente, baixa disponibilidade de carboidratos fermentáveis ou elevada contaminação por solo e dejetos, aumenta o risco de fermentação clostridiana.

A fermentação clostridiana pode resultar em maior produção de ácido butírico, degradação de nutrientes, perdas de matéria seca e proteína e redução do valor nutritivo do alimento. O que deveria ser uma fonte de energia e nutrientes para o rebanho passa a representar uma fonte de perdas dentro da propriedade. À medida que a qualidade da silagem diminui, o impacto pode chegar ao cocho: menor palatabilidade, redução do consumo de matéria seca, alterações no ambiente ruminal e menor aproveitamento dos nutrientes. Como consequência, o animal pode deixar de expressar seu potencial produtivo, comprometendo produção de leite, ganho de peso, eficiência alimentar e rentabilidade.

Em situações mais severas, entretanto, o problema pode ultrapassar a simples queda de desempenho. Silagens muito deterioradas ou contaminadas podem representar um risco à saúde dos animais, especialmente quando associadas a microrganismos capazes de produzir toxinas. Dependendo do agente envolvido, da concentração de toxinas e da quantidade de alimento contaminado consumida, podem ocorrer quadros de intoxicação, sinais clínicos graves e, em determinadas situações, até a morte dos animais. Por isso, controlar o Clostridium não deve ser encarado apenas como uma estratégia para melhorar a qualidade da silagem, é uma medida de prevenção de perdas, de proteção do valor nutricional do alimento e, principalmente, de segurança para o rebanho.

A silagem começa a perder valor muito antes de chegar ao cocho. E, quando o processo fermentativo não é controlado, o prejuízo pode chegar até o animal. O controle deve começar pela escolha do ponto de colheita e pela execução adequada de corte, transporte, compactação, vedação e manejo do silo. A análise da matéria seca e do perfil fermentativo permite avaliar o processo e orientar medidas corretivas. Aditivos microbiológicos podem integrar a estratégia quando indicados para a cultura e as condições de ensilagem, mas não substituem o manejo adequado.


Por que os Clostrídios Preocupam?

  

Clostrídios são bactérias anaeróbias formadoras de endósporos, encontradas no ambiente, especialmente no solo e em materiais contaminados por dejetos. Durante a ensilagem, podem entrar na massa por meio da forragem colhida e se multiplicar quando as condições de umidade, pH e disponibilidade de substratos são favoráveis. A ausência de oxigênio, por si só, não garante uma fermentação desejável: é necessário que a acidificação ocorra com rapidez suficiente para restringir esses microrganismos. (Oude Elferink et al., 2000).

O risco tende a aumentar em forragens muito úmidas, com baixa concentração de carboidratos solúveis em água e elevada capacidade tampão, isto é, maior resistência à redução do pH. Essa combinação é particularmente relevante em gramíneas e leguminosas. Matéria seca inferior a aproximadamente 30% deve ser tratada como um sinal de atenção, não como limite universal: a faixa recomendada depende da espécie forrageira, do estádio de maturação e do tipo de silo. (Kung et al., 2018) 

Algumas espécies de Clostridium metabolizam açúcares e ácido láctico, formando ácido butírico, dióxido de carbono e hidrogênio; outras degradam os aminoácidos, elevando a produção de amônia e aminas. Essas rotas fermentativas são menos eficientes na conservação da matéria seca e da energia do que uma fermentação láctica bem conduzida. (Oude Elferink et al., 2000); (Kung et al., 2018).

A velocidade de queda do pH é um fator determinante para o sucesso da conservação. Quando a acidificação é lenta, os clostrídios dispõem de mais tempo para se desenvolver e utilizar os nutrientes presentes na massa ensilada, favorecendo a produção de ácido butírico e a degradação de proteínas. 

Entretanto, o pH final não deve ser avaliado isoladamente: a matéria seca, a capacidade tampão e a composição da forragem também influenciam a estabilidade fermentativa. Por isso, o manejo adequado da colheita, a rápida compactação e vedação e o uso de aditivos comprovadamente eficazes para as condições de ensilagem são estratégias importantes para reduzir o risco de fermentações indesejáveis (McDonald, Henderson & Heron, 1991; Kung et al., 2018). 


Quais perdas ocorrem durante a fermentação

Durante a ensilagem, parte dos nutrientes da forragem é transformada naturalmente pela atividade dos microrganismos. Entretanto, quando predominam rotas fermentativas indesejáveis, essas transformações podem provocar perdas significativas de matéria seca, energia e qualidade nutricional. Nas silagens de alta umidade, condições favoráveis ao desenvolvimento de clostrídios aumentam o risco de fermentação butírica, degradação de proteínas e menor recuperação dos nutrientes originalmente presentes na forragem (Oude Elferink et al., 2000; Kung et al., 2018).


Perda de matéria seca e energia: 

Durante a fermentação clostridiana, a conversão de açúcares ou ácido lático em ácido butírico pode produzir dióxido de carbono e hidrogênio, promovendo perdas de matéria seca e energia. Assim, parte do alimento produzido no campo deixa de ser recuperado como nutriente disponível para os animais. A magnitude dessas perdas depende da intensidade da atividade microbiana e das condições de conservação (McDonald, Henderson & Heron, 1991; Borreani et al., 2018). Durante a fermentação clostridiana, determinadas bactérias anaeróbias podem converter açúcares e ácido lático em ácido butírico, dióxido de carbono (CO₂) e hidrogênio (H₂). Essa transformação resulta em perdas de matéria seca, uma vez que parte dos substratos orgânicos é convertida em gases que deixam de integrar a massa de alimento conservada. Além disso, a produção de hidrogênio contribui significativamente para as perdas de energia bruta associadas a essa via fermentativa (BORREANI et al., 2018).

Conforme Borreani et al. (2018) e McDonald et al. (1991), a conversão de ácido lático em ácido butírico pode estar associada a uma perda teórica de 51,1% da matéria seca do substrato e 18,4% da energia bruta. Paralelamente, fermentações indesejáveis podem estar associadas à degradação de proteínas e à formação de amônia e outros metabólitos, modificando a composição nutricional e a qualidade fermentativa da silagem. 

Dessa forma, a perda de matéria seca e energia representa não apenas uma redução quantitativa do alimento recuperado, mas também um comprometimento potencial de seu valor nutricional. A avaliação dessas perdas deve considerar conjuntamente os produtos da fermentação, a composição química e a recuperação de nutrientes, pois a concentração de ácido butírico, isoladamente, não permite quantificar o prejuízo total (KUNG JR. et al., 2018).


Degradação da proteína: 

A degradação de proteínas e aminoácidos também pode resultar na formação de aminas e outros compostos com odores intensos. Esses sinais indicam que parte dos nutrientes originalmente presentes na forragem foi transformada em compostos que não contribuem da mesma forma para o valor nutricional do alimento (Oude Elferink et al., 2000; Kung et al., 2018). Algumas espécies de clostrídios apresentam atividade proteolítica, degradando proteínas e aminoácidos. Esse processo pode elevar a concentração de nitrogênio amoniacal e de outros compostos nitrogenados solúveis, indicando maior degradação proteica durante a conservação. Portanto, a quantidade total de proteína bruta, isoladamente, não é suficiente para avaliar a qualidade da fermentação (Kung et al., 2018); ; (Scherer; Gerlach; Südekum, 2015). 


Alteração do perfil fermentativo e do valor nutritivo:

Silagens com fermentação clostridiana frequentemente apresentam maior concentração de ácido butírico, pH relativamente elevado e aumento do nitrogênio amoniacal. 

Essas características indicam uma conservação menos eficiente e podem estar associadas a menor recuperação de energia e nutrientes. O ácido butírico é particularmente importante como indicador, pois sua presença em concentrações relevantes em uma silagem é compatível com atividade clostridiana indesejável (Kung et al., 2018).

Além das perdas ocorridas durante a fermentação, o contato com o oxigênio durante o armazenamento ou após a abertura do silo pode favorecer leveduras, fungos e outros microrganismos deteriorantes, causando aquecimento e perdas adicionais de matéria seca. Por isso, a avaliação das perdas deve considerar todo o processo, desde a colheita até o fornecimento da silagem aos animais (Borreani et al., 2018).

Possíveis consequências para o desempenho animal

O excesso de ácido butírico, aminas e outros produtos de fermentação indesejável costuma estar associado a odor desagradável e menor aceitação da silagem. Se houver redução do consumo de matéria seca, diminui a ingestão de energia e nutrientes, com possível reflexo na produção de leite (Kung et al., 2018); (Scherer; Gerlach; Südekum, 2015).

Em vacas no início da lactação, a ingestão elevada de ácido butírico merece atenção porque esse composto pode contribuir para a formação de corpos cetônicos. Estudo observacional em rebanhos leiteiros identificou associação entre silagens com maior teor de ácido butírico e maior probabilidade de cetose subclínica (Vicente et al., 2014).

O impacto econômico pode incluir menor produção, necessidade de substituir volumoso e, quando indicado, despesas de avaliação e tratamento. Não existe uma estimativa universal de litros perdidos por vaca atribuível à presença de clostrídios. A quantificação deve considerar análises da silagem, consumo efetivo, registros produtivos e condições do lote.

Em bovinos de corte, uma fermentação inadequada pode reduzir o consumo e a oferta de energia aproveitável, limitando o ganho médio diário. A resposta depende da inclusão da silagem na dieta, da qualidade dos demais ingredientes, da categoria animal e da possibilidade de ajuste nutricional. O efeito deve ser acompanhado por pesagens periódicas e registros de consumo, não há conversão universal entre teor de ácido butírico e quilogramas de peso perdidos. (Kung et al., 2018); (Scherer; Gerlach; Südekum, 2015)

Quando o ganho diário diminui, pode aumentar o tempo necessário para atingir o peso-alvo. A avaliação econômica deve diferenciar peso vivo de peso de carcaça e considerar o custo da alimentação adicional, a reposição de volumoso e o tempo extra de permanência dos animais no sistema.


Exemplo de impacto econômico: cenário ilustrativo

Os valores abaixo são simulações para demonstrar como pequenas reduções de desempenho podem repercutir na receita bruta. 

Indicador

Pecuária de leite

Pecuária de corte

Animais no lote

100 vacas

100 bovinos

Redução diária simulada

1 L por vaca

0,20 Kg de peso vivo

Período considerado

30 dias

60 dias

Produção não realizada

3.000 L de leite

1.200 Kg de peso vivo

Conversão para venda

3.000 L

600 Kg de carcaça, com rendimento de 50%, equivalente a 40 arrobas

Preço hipotético

R$ 2,50 por litro

R$ 300,00 por arroba de 15 Kg de carcaça

Receita bruta não realizada

R$ 7.500,00

R$ 12.000,00

Na pecuária de corte, 1.200 kg de peso vivo não equivale a 1.200 kg de carcaça. A simulação considera rendimento de carcaça de 50% apenas para estimar a receita. No leite, o cálculo é: 100 vacas × 1 L/dia × 30 dias × R$ 2,50/L.

A perda física no silo também deve ser considerada. Exemplo hipotético: 1.000 toneladas de forragem com 25% de matéria seca contém 250 toneladas de matéria seca. Uma perda adicional de 5% dessa matéria seca corresponderia a 12,5 toneladas indisponíveis para alimentação. O custo de reposição deve ser calculado com base nos alimentos realmente disponíveis na propriedade.


Prevenção das perdas em silagens com alta umidade

Em silagens com menos de 40% de matéria seca, o controle da umidade passa a ser um dos principais pontos de atenção para reduzir perdas durante a conservação. Quanto menor o teor de matéria seca, maior a disponibilidade de água no material ensilado e maior pode ser o risco de fermentações indesejáveis, especialmente quando a forragem apresenta baixa concentração de carboidratos solúveis, elevada capacidade tampão ou contaminação por solo. Nessas condições, a determinação correta da matéria seca antes e durante a colheita é fundamental para identificar o nível de desafio e definir a estratégia de conservação. O controle deve se concentrar na redução da contaminação, na rápida retirada do oxigênio, na compactação eficiente, na vedação adequada e no estabelecimento rápido de uma fermentação lática que reduza o pH e limite o desenvolvimento de microrganismos indesejáveis, especialmente os clostrídios (Oude Elferink et al., 2000; Kung et al., 2018; Borreani et al., 2018). 

Um dos mecanismos fundamentais é reduzir a contaminação inicial da forragem, principalmente por terra e matéria orgânica contaminada. Clostrídios e seus esporos estão presentes no ambiente e podem chegar ao silo aderidos à forragem, especialmente quando há contato com o solo ou utilização inadequada de áreas contaminadas. Ajustar a altura de corte, evitar revolvimento excessivo do solo e manter equipamentos de corte, recolhimento e transporte em boas condições são medidas que ajudam a reduzir a carga microbiana que entra no silo. Esse cuidado é particularmente importante em forragens úmidas, nas quais a combinação entre elevada disponibilidade de água e contaminação inicial pode aumentar o desafio para a conservação. A literatura também destaca que silagens mal fermentadas ou contaminadas apresentam maior risco microbiológico e podem comprometer a segurança do alimento (Kung et al., 2018; Driehuis et al., 2018).

Após a entrada da forragem no silo, a velocidade de estabelecimento da anaerobiose e da queda do pH torna-se decisiva. A massa deve ser distribuída em camadas que permitam adequada compactação, reduzindo rapidamente o oxigênio disponível. Em seguida, a vedação deve ser realizada o mais rapidamente possível e mantida íntegra durante todo o período de armazenamento. Uma fermentação eficiente depende da combinação entre matéria seca, disponibilidade de carboidratos fermentescíveis, população de bactérias ácido-láticas e capacidade tampão da forragem. Em condições favoráveis, as bactérias produtoras de ácido lático competem com microrganismos indesejáveis e contribuem para uma queda mais rápida do pH, restringindo o desenvolvimento de clostrídios. A revisão de Borreani et al. (2018) destaca que a redução das perdas depende do controle de todo o processo, desde as condições pré-ensilagem até o armazenamento e fornecimento. 

A utilização de inoculantes à base de bactérias ácido-láticas busca favorecer o estabelecimento de uma fermentação eficiente, com produção de ácido lático e redução do pH. Essas alterações podem limitar o desenvolvimento de microrganismos indesejáveis, desde que as condições de ensilagem sejam adequadas. A literatura, contudo, destaca que o desempenho dos inoculantes depende das características da cultura e das condições do processo, e que determinadas formulações podem não impedir a fermentação clostridiana em silagens excessivamente úmidas (Weinberg; Muck, 1996; Guo et al., 2023).

Em situações nas quais a matéria seca permanece baixa e a forragem apresenta alto risco de fermentação indesejável, o uso de aditivos ou inoculantes pode ser considerado como parte de uma estratégia de controle. A função não é substituir uma boa compactação ou uma vedação adequada, mas auxiliar no direcionamento da fermentação. Uma meta-análise envolvendo 130 estudos sobre qualidade de silagens mostrou que a inoculação com bactérias ácido-láticas, em determinadas condições, aumentou a recuperação de matéria seca e reduziu clostrídios, ácido butírico e nitrogênio amoniacal; entretanto, a resposta variou conforme a cultura, a espécie bacteriana e as condições de ensilagem. Esse resultado reforça que a escolha do inoculante deve considerar o tipo de forragem e o desafio específico da propriedade, e não apenas a aplicação genérica de qualquer produto (Oliveira et al., 2017).

Por fim, as perdas precisam ser controladas também depois que o silo é aberto. Uma silagem bem fermentada pode voltar a perder matéria seca quando entra em contato com o oxigênio, principalmente pela atividade de leveduras e fungos. Por isso, é fundamental manter uma face de corte uniforme, retirar diariamente uma quantidade de silagem compatível com o consumo do rebanho e evitar deixar a massa exposta ao ar por períodos prolongados. O monitoramento de temperatura, odor, aparência e estabilidade aeróbia pode ajudar a identificar deterioração, enquanto análises de matéria seca, pH, ácido lático, ácido acético, ácido butírico e nitrogênio amoniacal permitem avaliar de maneira mais precisa a qualidade da fermentação. O objetivo final de todo o manejo é simples: maximizar a recuperação da matéria seca, energia e nutrientes produzidos no campo e fazer com que o maior volume possível desses nutrientes cheguem efetivamente ao cocho (Borreani et al., 2018; Kung et al., 2018).

Como BoqueirãoSil Ultra Wet entra nessa estratégia

O BoqueirãoSil Ultra Wet é um processo fermentativo indicado para silagens úmidas, incluindo gramíneas e leguminosas. A faixa de atuação fica entre 18% a 40% de matéria seca e cepas de Lactobacillus plantarum DSM 3676 e DSM 3677, atualmente classificadas como Lactiplantibacillus plantarum. Sua utilização integra uma estratégia para favorecer a fermentação láctica e auxiliar no controle dos clostrídios. Um dos diferenciais do Ultra Wet é a presença de cepas formadoras de ECPS, polissacarídeos extracelulares que constituem uma camada protetora ao redor das bactérias. Essa proteção favorece a atuação dos microrganismos inoculados diante de condições adversas da fermentação. 

Os exopolissacarídeos (EPS), também denominados exopolissacarídeos extracelulares, são polímeros produzidos e liberados por determinados microrganismos. Dependendo da cepa e das condições ambientais, essas substâncias podem contribuir para a formação de matrizes extracelulares, favorecer a adesão celular e auxiliar na adaptação bacteriana a condições de estresse. Contudo, a produção de EPS e seus efeitos fisiológicos variam entre cepas, não sendo uma característica uniforme de todas as bactérias da espécie Lactiplantibacillus plantarum. 

Em estudo experimental com a cepa Lactiplantibacillus plantarum L75, Su et al. (2024) observaram melhorias em parâmetros fermentativos da silagem de aveia inoculada, incluindo maior concentração de ácido lático e menores valores de pH em comparação com tratamentos sem inoculação, em condições específicas de armazenamento. Esses resultados demonstram o potencial de cepas produtoras de EPS para aplicações na ensilagem, mas não comprovam, por si só, que as cepas DSM 3676 e DSM 3677 presentes no BoqueirãoSil Ultra Wet apresentem os mesmos efeitos.

O BoqueirãoSil Ultra Wet deve ser compreendido como parte de uma estratégia preventiva de conservação, e não como substituto do manejo adequado. A matéria seca no momento da colheita, a compactação, a vedação, a higiene dos equipamentos e a rapidez de enchimento do silo continuam sendo fatores relevantes para a obtenção de uma fermentação satisfatória. 

Proteja o alimento que sustenta o resultado do rebanho

A prevenção começa na lavoura e continua na colheita, na fermentação e no fornecimento. Ao combinar matéria seca adequada, menor contaminação, compactação, vedação e uso correto do BoqueirãoSil Ultra Wet, o produtor trabalha para preservar o alimento e reduzir os fatores que comprometem o consumo e a produção.








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